Jaz aqui
O choro abafado,
O abraço não dado
E o sofrimento calado.
Jaz aqui
A beleza da gente,
O que nunca se sente
E uma cabeça quente.
Jaz aqui
A estrela ofertada,
A aurora esperada
E a lágrima enxugada.
O que não coube aqui
E nos espera logo ali
Foi a promessa esquecida
De uma vida bem vivida
Além dessa que se perdeu.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Rosa dos Ventos II
E quantas vezesLevei-me pelo mar?
Por tantas vezes
Que me perdi num breve olhar...
Quantas vezes
Acalmei-me pelo soar
Dos tantos ventos
Que vieram, ao ouvido, soprar...
Quantas vezes
Foi o verde, no mais tardar,
Que curou-me do tanto chorar...
E, pelas lágrimas,
Quantas estrelas deixei de contar...
Quantos sonhos deixei por lá...
E perguntei aos céus:
Quando meu sorriso voltará?
Assinar:
Postagens (Atom)