terça-feira, 3 de setembro de 2013

Nostalgia

Autor desconhecido
A chuva fez subir o cheiro de terra molhada.
Definitivamente, desisto das borboletas.
Não por fracasso ou desilusão,
Mas por amar tão mais as flores
Jamais haverá compreensão
Do porque de tantas dores
Causadas por bicho tão esquisito
E mesmo assim considerado bonito.

Seu corpo não tem forma
E, no entanto, plana.
E, se dizem que tens coração aberto,
Como podem dizer que ama?
Ou, talvez, seja isto que a torna
Tão especial,
De esplendida forma,
De um jeito sem igual.

Admiro sua coragem de não considerar fraqueza.
Seu corpo não permite e mesmo assim você voa.
Admiro ainda, sua audácia de enfrentar a natureza
Embarcando de alma em qualquer brisa à toa.

E, assim como esse poema,
Já não é mais lagartinha,
Superaste a maior dor, sem qualquer problema:
Hoje é rosa, é borboleta, é dilema.

E se engana quem pensa ser confusão.
A dúvida é linda,
De tudo, é a coisa mais finda
que pode ser aceita até então.

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