Se há necessidade
de por o A pro mar ficar maior,
não há maior vaidade
do que querer o imenso, o infinito mor.
Se o começo é intenso
(Olhar profundo,
janela d'alma),
Dos sentimentos, nenhum consenso,
Nenhum lugar do mundo
que possa dar calma.
O meio, então, já é triste fim.
E o mar infinito não se faz tão imenso
dentro de ti e de mim.
Porque o A as vezes cresce mais do que o mar,
que as vezes sobressai o amar.
E nessa confusão sensata,
resta o frio, que aos poucos mata
o calor do começo.
E tempo diz que assim que se trata
algo que começa sem pauta, ponto ou ata.
E assim, aos poucos, eu vejo se nos esqueço.

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