Gostar é nunca estar perto o bastante,
É querer mais perto a cada instante.
Gostar é não contentar-se de contente,
é ser mais camoniano e viver carente.
A carência de quem gostar,
não se baseará na falta.
Será plena de mais, almejar.
É o sentimento que só a noite exalta.
Mas pra quem gosta não há saudade,
pois não há distância o suficiente
para por fim na vontade.
E vontade é o que mais há no gostar.
Um vontade enorme de tudo:
Vontade do simples junto estar.
domingo, 10 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Trolling Daydreaming
O grande problema de um sonho é sonhar de verdade pois, quando se sonha de verdade, há um enfoque tão grande nesse que desfoca todo o resto. Quando há um grande objetivo ao alcance (mesmo que a priori não parece tão palpável), todo o resto fica ínfimo e o problema passa a ser não a dúvida de alcançar ou não tal objetivo mas se quando alcançado será satisfatório de fato.
Sonha-se tanto que por vezes se esquece de viver. É quase de praste não se atentar a muitos detalhes do mundo real quando estes estão nos sonhos. Cria-se uma nova realidade que, por ser ideal e de enorme pessoalidade, torna-se a mais adequada visto que cada detalhe é criado e posto pelo sonhador.
Daí então, entra-se em standby e praticamente um avatar passa a viver a realidade enquanto ainda se está no plano utópico. O sujeito se torna previsível, sua vida se entranha na rotina e viver já não é mais a opção. O que o resta agora é apenas a existência. Então, mediante tantos tormentos no plano da realidade, forma-se uma âncora cuja função é tornar o mundo dos sonhos mera imaginação.
Deus abençoe a âncora! Porque é graças a ela que há o melhor aprendizado cujo pensamento deve ser seguido: a existência de um mundo pleno de sonhos não deve ser pulverizada. Ele deve existir mutuamente com a consciência de que é o que se faz hoje que torna o amanhã o próximo hoje. Portanto, um sonho de ir a Paris, conquistar o mundo ou morar numa cabana frente à praia deve sim fazer parte dos planos desde que, junto a eles, só haja a intenção e que a força de o fazê-los esteja sempre no aqui e agora.
Sonha-se tanto que por vezes se esquece de viver. É quase de praste não se atentar a muitos detalhes do mundo real quando estes estão nos sonhos. Cria-se uma nova realidade que, por ser ideal e de enorme pessoalidade, torna-se a mais adequada visto que cada detalhe é criado e posto pelo sonhador.
Daí então, entra-se em standby e praticamente um avatar passa a viver a realidade enquanto ainda se está no plano utópico. O sujeito se torna previsível, sua vida se entranha na rotina e viver já não é mais a opção. O que o resta agora é apenas a existência. Então, mediante tantos tormentos no plano da realidade, forma-se uma âncora cuja função é tornar o mundo dos sonhos mera imaginação.
Deus abençoe a âncora! Porque é graças a ela que há o melhor aprendizado cujo pensamento deve ser seguido: a existência de um mundo pleno de sonhos não deve ser pulverizada. Ele deve existir mutuamente com a consciência de que é o que se faz hoje que torna o amanhã o próximo hoje. Portanto, um sonho de ir a Paris, conquistar o mundo ou morar numa cabana frente à praia deve sim fazer parte dos planos desde que, junto a eles, só haja a intenção e que a força de o fazê-los esteja sempre no aqui e agora.
"É por aqui que a gente chega lá"
Slogan da CCR
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Anjo da Guarda
Ontem, sem querer, descobri
que haja o que houver,
você estará sempre ali
para o que der e vier.
E como foi bom sentir tanta ternura
num breve olhar,
Sentir a paixão mais pura
em um breve tocar.
E basta sua pele sentir
para que segura eu esteja.
Só em vê-lo já posso sorrir
e não temer mais que eu fraqueja.
Daí, envolvida em seus braços
Todo medo some num passo.
Foi só me aproximar de você
Para tudo de ruim esquecer.
Você não imagina o bem que me faz!
Nem faz ideia da paz que me traz
e muito menos do amor que sinto: cada dia mais!
que haja o que houver,
você estará sempre ali
para o que der e vier.
E como foi bom sentir tanta ternura
num breve olhar,
Sentir a paixão mais pura
em um breve tocar.
E basta sua pele sentir
para que segura eu esteja.
Só em vê-lo já posso sorrir
e não temer mais que eu fraqueja.
Daí, envolvida em seus braços
Todo medo some num passo.
Foi só me aproximar de você
Para tudo de ruim esquecer.
Você não imagina o bem que me faz!
Nem faz ideia da paz que me traz
e muito menos do amor que sinto: cada dia mais!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Soneto de Alforria
Tô deixando tudo pra trás.
Tô deixando tudo que me desfaz:
Todo meu antraz,
Tudo que bem, já não faz...
Tô mudando de lugar,
De sonho, de orquestra...
Tô mudando meu jeito de pensar
Apesar de mesma maestra.
Tô aprendendo a viver:
Aprendendo o desapego
E dos males esquecer.
Tô aprendendo a ser feliz:
Finalmente,
Aprendendo o que sempre quis.
Tô deixando tudo que me desfaz:
Todo meu antraz,
Tudo que bem, já não faz...
Tô mudando de lugar,
De sonho, de orquestra...
Tô mudando meu jeito de pensar
Apesar de mesma maestra.
Tô aprendendo a viver:
Aprendendo o desapego
E dos males esquecer.
Tô aprendendo a ser feliz:
Finalmente,
Aprendendo o que sempre quis.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Temporal
Quando o tempo passa
e faz o relógio tic-taquear...
Este já não mais disfarça
que não consegue mais parar.
Dizem que o tempo
leva a dor embora...
Mas é justo este que me fere
por fazer em passado o meu agora.
Não há como deter,
não tem maneira de fugir,
não tente o tempo deter,
é impossível, acabo de desistir.
Deixo a ti então
minha maior lição:
o mar me fez ver
que a onda que te derruba
Só veio pra fortalecer.
e faz o relógio tic-taquear...
Este já não mais disfarça
que não consegue mais parar.
Dizem que o tempo
leva a dor embora...
Mas é justo este que me fere
por fazer em passado o meu agora.
Não há como deter,
não tem maneira de fugir,
não tente o tempo deter,
é impossível, acabo de desistir.
Deixo a ti então
minha maior lição:
o mar me fez ver
que a onda que te derruba
Só veio pra fortalecer.
domingo, 16 de setembro de 2012
O Real Motivo da Rosa
Senti saudades do que nunca fiz...
Tive curiosidade do que já experimentei...
Presumi que era a revolução da diretriz
Que um dia tanto idealizei.
Joguei pedra nos meus castelinhos de areia
e comemorei, dos grãos, cada estatelar
Percebi que era a reação em cadeia:
Sofrer, crescer e comemorar.
E só no momento de atonicidade
compreendi então o abraço da rosa e da fugacidade:
Não era drama, não era charme, tão menos morbidez.
Era apenas o amadurecimento lapidando-se na sensatez.
domingo, 27 de maio de 2012
Trollando Conselhos
Ouvi dizer que o inverno é rigoroso. Ouvi dizer também, que o tempo passa rápido e que nada é pra sempre mas não acreditei em nada que me disseram. Tive que pagar pra ver. A princípio damos risada, acreditando sermos imunes à tudo que nos foi alertado e a vida parece tão simplória. O céu é azul, os pássaros cantam e nossa disposição nunca foi tão grande.
A vida segue, problemas maiores começam a aparecer, e, junto a eles, as dúvidas e indagações se é esse o melhor caminho, se é essa escolha a qual temos que fazer e se estamos mesmo preparados para o que estar por vir.
Daí, o tempo passa e ao olhar para frente, damos risadas dos problemas passados considerados grandes, risada da nossa ingenuidade de pensar, por um momento que seja, que seria fácil e que nada nos aconteceria. Talvez essa seja a melhor fase, a fase socrática da tomada de consciência de que, na verdade, não sabíamos ao menos uma ínfima terça parte do caminho, "só sei que nada sei". E é daí que vem o maior dualismo: o medo empurrando para a desistência e a coragem empurrando para a persistência.
Por um momento o céu ficou negro, os pássaros já não mais cantavam e a disposição de seguir em frente era quase nula. Estávamos à beira de um abismo e qualquer empurrão, seja de quem fosse, faria com que caíssemos. Mas é quando não se tem nada que se descobre o tudo que se precisa ter. Só descobrimos nosso potencial quando não há mais caminhos para seguir em frente e nós os fazemos. Sonhando edificamos pontes, tendo coragem estruturamos passagens mas só a vontade de seguir em frente faz os caminhos serem reais.
E daí, descobre-se então, que o céu nunca deixou de ser azul, que os passáros nunca deixaram de cantar e a vida é sim, muito simples de lidar. Descobre-se então, que nossos cristalinos apenas estavam embaçados pela poeira que deixamos entrar enquanto andávamos de cabeça baixa. Descobre-se um novo potencial, uma nova coragem que serão testados na próxima vez que abaixarmos a cabeça de novo. Afinal, não importa quantas pessoas tentem lhe dizer o tamanho de uma dor, só o seu hipotálamo lhe dará a medida exata.
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