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| Autor desconhecido |
Definitivamente, desisto das borboletas.
Não por fracasso ou desilusão,
Mas por amar tão mais as flores
Jamais haverá compreensão
Do porque de tantas dores
Causadas por bicho tão esquisito
E mesmo assim considerado bonito.
Seu corpo não tem forma
E, no entanto, plana.
E, se dizem que tens coração aberto,
Como podem dizer que ama?
Ou, talvez, seja isto que a torna
Tão especial,
De esplendida forma,
De um jeito sem igual.
Admiro sua coragem de não considerar fraqueza.
Seu corpo não permite e mesmo assim você voa.
Admiro ainda, sua audácia de enfrentar a natureza
Embarcando de alma em qualquer brisa à toa.
E, assim como esse poema,
Já não é mais lagartinha,
Superaste a maior dor, sem qualquer problema:
Hoje é rosa, é borboleta, é dilema.
E se engana quem pensa ser confusão.
A dúvida é linda,
De tudo, é a coisa mais finda
que pode ser aceita até então.

