Não queria voltar atrás...
Não é lá que eu quero viver.
Se no passado não estou mais,
Por quê, então, reviver?
Não queria ter tantas marcas,
Tão menos tanto pavor...
Não queria abandonar minhas cartas
Fossem elas de medo, alegria ou amor.
Não queria que esse sonho esvaísse,
Queria, uma vez, isso viver.
Por isso, o deixarei nesse verso
Para, sem culpa, esquecer.
E assim, guardado em poesia,
Não virou prosa mais uma fantasia.
Perguntarei ao João de Barro como fazer,
"Até quando serei igual a você?".
domingo, 22 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Ex-monofobia
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| Créditos: .Commaranata |
Se antes te odiava,
Hoje te amo
E se antes te evitava,
Hoje te chamo.
Aprendi a conviver com você,
Aprendi muito com esse conviver,
Aprendi além do que imaginava ver,
Entendi que não há resistência ante vossa mercê.
Se ontem, te desprezei
Hoje te chamo novamente
Pois só hoje sei
Que só você tenho proximamente.
Não importa o que digam,
Apesar de tudo, vou te defender.
Porque as noites com você consolidam
A amizade que tudo isso fez nascer.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Nostalgia
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| Autor desconhecido |
Definitivamente, desisto das borboletas.
Não por fracasso ou desilusão,
Mas por amar tão mais as flores
Jamais haverá compreensão
Do porque de tantas dores
Causadas por bicho tão esquisito
E mesmo assim considerado bonito.
Seu corpo não tem forma
E, no entanto, plana.
E, se dizem que tens coração aberto,
Como podem dizer que ama?
Ou, talvez, seja isto que a torna
Tão especial,
De esplendida forma,
De um jeito sem igual.
Admiro sua coragem de não considerar fraqueza.
Seu corpo não permite e mesmo assim você voa.
Admiro ainda, sua audácia de enfrentar a natureza
Embarcando de alma em qualquer brisa à toa.
E, assim como esse poema,
Já não é mais lagartinha,
Superaste a maior dor, sem qualquer problema:
Hoje é rosa, é borboleta, é dilema.
E se engana quem pensa ser confusão.
A dúvida é linda,
De tudo, é a coisa mais finda
que pode ser aceita até então.
domingo, 28 de julho de 2013
Frases De Um Poeta Mudo
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Créditos: Yan Nogueira
|
Quando o coração fica apertado, é porque a cabeça já está cheia. É nesse momento que se sente cada parte do corpo: a garganta da um nó, as mãos já se deram por congeladas e os olhos já não suportam mais tanta lágrima e escorre, então, a primeira. Seria hipocrisia dizer que gosto do silêncio que fica quando meus pensamentos gritam, mas não posso negar que é a melhor coisa que há. Com tanta música para traduzir o que sinto, mal me escuto e só nesse silêncio posso entender o que sinto. Ou não. As vezes (quase sempre) meus pensamentos gritam tão exaustivamente que saltam pelo olhar e aí campeão, nem a caneta acalenta.
Aprecio o silêncio pelo tanto que ele pode transmitir. Só ele tem o dom de eternizar um segundo e sobrecarregá-lo de tanta ternura. Há, no silêncio, uma magia única e tão rara que, por isso, faz-se incompreendido. Isso é tão raro que quando não é mal aplicado, é, quase sempre, péssimamente interpretado, sendo classicamente traduzido por ignorância. A verdade é que não há tradução pro silêncio. Olhar no fundo dos olhos pode dizer tanto que frase alguma o substitui.
Há quem vá dizer que imagens e atitudes valem mais que mil palavras. Que me desculpem os adeptos a essa filosofia mas, para mim, o silêncio ainda é imbatível. Nada no mundo será tão sutil e tão eficaz quanto ele porque se houve abraços, beijos e uma história, tudo só aconteceu porque houve, antes, um olhar.
"As palavras são cheias de arte e falsidade. O olhar sim, é a voz do coração"
SHAKESPEARE, W.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Ciranda
Meus amores não são eternos.
Nem mesmo eu sou.
Meus medos não são para sempre
Nem mesmo quem os causou.
Minha felicidade não é eterna.
Nem mesmo meu sorriso é.
Minhas ideias não estão na pedra
Nem numa esquina qualquer.
Tudo que sinto é fumaça
que sinaliza e disfarça.
E para aqueles que tentam entender
Só a fugacidade é o que podem ver.
E assim o tempo esvai.
Leva consigo o que não edificou
E o que se quer tentou.
E assim uma história tem fim
Para que outra possa começar.
E assim, cada vez mais longe de mim,
a vida gira e não pode parar...
Nem mesmo eu sou.
Meus medos não são para sempre
Nem mesmo quem os causou.
Minha felicidade não é eterna.
Nem mesmo meu sorriso é.
Minhas ideias não estão na pedra
Nem numa esquina qualquer.
Tudo que sinto é fumaça
que sinaliza e disfarça.
E para aqueles que tentam entender
Só a fugacidade é o que podem ver.
E assim o tempo esvai.
Leva consigo o que não edificou
E o que se quer tentou.
E assim uma história tem fim
Para que outra possa começar.
E assim, cada vez mais longe de mim,
a vida gira e não pode parar...
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Foco Automático
No começo me assustou...
Confesso que exitei o quanto pude
Mas vi que, de início, curou
aquilo que, por ventura, me ilude.
Talvez não curar,
um paliativo bastou.
Nem sei se almejo melhorar
desse mal que me alegrou.
Se a tristeza ensina,
a alegria faz esquecer.
Talvez, esta seja minha sina:
Aprender, esquecer e assim viver.
Não quero mais olhar para trás
Só o que quero agora é paz.
Não mais lacrimejar o que desfocou,
apenas refazer o que se sonhou.
Confesso que exitei o quanto pude
Mas vi que, de início, curou
aquilo que, por ventura, me ilude.
Talvez não curar,
um paliativo bastou.
Nem sei se almejo melhorar
desse mal que me alegrou.
Se a tristeza ensina,
a alegria faz esquecer.
Talvez, esta seja minha sina:
Aprender, esquecer e assim viver.
Não quero mais olhar para trás
Só o que quero agora é paz.
Não mais lacrimejar o que desfocou,
apenas refazer o que se sonhou.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Mártir do Bem Querer
Um bem querer não basta,
Só me contento com mais.
Esse bem querer me nefasta
Expulsa, do meu peito, a paz.
Não queria assim,
Queria tão diferente...
Queria te fazer contente,
Queria você junto a mim.
Aí a gente se distraí
E, por mero descuido,
O riso se esvai.
Aí percebo que chegou ao fim:
E aprendi estar só,
Somente junto a mim.
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